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O LEGADO DESTE MUNDIAL
Muito
tem se falado sobre as benfeitorias que este mundial deixará
para o povo sul-africano, seja nos estádios construídos como
também nas melhorias de infra estrutura de telecomunicação e
viária. Mas com certeza, o melhor legado que este Mundial
deixa para o povo é o sentimento de orgulho em receber e
realizar o evento, mostrando ao resto do mundo a capacidade e
a imensa alegria do povo sul-africano.
Mas tudo tem seu preço e, as noticias dos jornais de Johanesburgo nessa
semana informam que a Ministra dos Esportes está sendo chamada
no Parlamento para justificar o rombo no orçamento previsto
para este evento. A estimativa de gastos, inicialmente em 650
milhões de reais, deverá chegar a mais de 8 bilhões de reais e
se não for muito bem justificado, ficará uma mancha na
organização do evento.
Conversamos com o brasileiro Eury Luiz, paulistano que mora a três anos
em Angola, que nos informa que existe corrupção na África do
Sul, mas com certeza, em escala muito menor que em Angola,
onde vive. Disse também que a imprensa não divulga muito os
casos tendo em vista ainda haver um sentimento de aglutinação
das raças, portanto tudo o que pode vir a ser motivo de
revolta é um pouco mascarado.
Espero que não se confirme nenhum caso de corrupção e que os gastos sejam
totalmente justificados, pois apesar de algumas falhas,
conseguiram realizar um evento de tamanha grandiosidade pela
primeira vez no continente Africano.
VOLANTE A
DIREITA
Depois de
quatro semanas e mais de 6.000 km percorridos com o volante no
lado direito do carro e dirigindo na mão esquerda, podemos
concluir que não foi tão difícil e, depois de algumas horas já
estávamos acostumados. O problema é que de vez em quando dava
um branco, principalmente em grandes cruzamentos, e não
sabíamos onde seguir. Mas nos demos muito bem (eu e o Antonio
Carlos) e, se fomos xingados pelos motoristas pelas
barbeiragens cometidas, não escutamos nada pois não falamos
inglês e muito menos o zulu.
O único “probleminha” foi um pneu cortado por causa de uma ilha na contra
mão e ligeiramente “alcoolizada”, que não pudemos evitar. No
mais tudo muito bem...
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O NOSSO AMIGO “BAFANA BAFANA”
Não
sabemos o seu nome, afinal passamos a chamá-lo de “Bafana
Bafana” pelos seus gritos nos dias de jogos do time da África
do Sul, como também pelo seu BRRRRAAZZIL, carregado no “erre”
toda vez que nos via.
O “Bafana Bafana” é o porteiro do estacionamento do Hotel em que ficamos
hospedados nas duas vezes em que ficamos em Johanesburgo e
toda vez que chegávamos ou saiamos do Hotel era uma festa que
empolgava a todos. Ele gritava BRRRRRAZIL com punhos cerrados
e bradava frases que não conseguíamos entender, misturando
inglês com zulu, mas compreendíamos que estava nos
incentivando em nossas idas e vindas dos jogos. Uma festa a
cada passagem pelo portão e sentíamos sua falta quando não
estava em horário de trabalho.
O sorriso e a alegria do “Bafana Bafana” será a marca que levaremos deste
Mundial. Em nosso ultimo dia na África do Sul presenteei o
amigo com uma camisa da Seleção Brasileira. Ele alegrou nossa
estada em Johanesburgo, obrigado pela alegria amigo “BAFANA
BAFANA”.
FOTO DO GRUPO COM O AMIGO “BAFANA BAFANA”
“AYOBA” ÁFRICA DO SUL
Estou
aguardando a chamada do vôo que me levará de volta ao Brasil,
depois de quatro semanas na África do Sul. Um movimento muito
grande de torcedores que voltam aos seus países e na área de
desembarque muita gente (espanhóis e holandeses) chegando para
o jogo final. O aeroporto O.R. TAMBO, o principal do país, tem
instalações moderníssimas e mesmo com o movimento da Copa do
Mundo não apresenta congestionamentos nas áreas de checagem de
passaportes pela Policia Federal, como acontece em São Paulo.
Fizemos um check-in tranqüilo no balcão da Cia. Aérea e depois
de um bom almoço já estamos no aguardo da chamada do vôo.
Por isso desejamos AYOBA (Felicidade, Tudo de Bom) ao povo da
África do Sul, que nos receberam de braços e sorrisos
abertos... AYOBA. |