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O PÓS JOGO
Como já tinha sido combinado, após a derrota brasileira para a
equipe holandesa na ultima sexta feira, fomos jantar no
restaurante ao lado do Hotel de onde partiríamos para a viagem
de 750 km que separam Port. Elizabeth de Cape Tom (Cidade do
Cabo).
No restaurante encontramos o casal de holandeses que estavam hospedados
em nosso Hotel e, após cumprimentá-los pela vitória, batemos
um breve papo. O amigo holandês estava incrédulo com o que
aconteceu na partida, dizendo também que o Brasil do segundo
tempo não é o Brasil que todos gostam de ver, deixando claro
que não esperava a vitória holandesa nessa partida. Aproveitei
a deixa e perguntei se já tinha ingresso para a partida semi
final em Cape Town e, com a negativa do amigo oferecemos (eu e
Antonio Carlos) nossos ingressos para ele. De imediato ele
confirmou o interesse e no ato pagou o valor de face de cada
ingresso (US$ 400). Para nós foi um achado, porque no jogo do
Brasil estava sobrando ingressos e ninguém estava pagando o
preço de face do bilhete. Lembre-se que contei o caso do
Jacinto Ribeiro que tinha seis ingressos de amigos que não
conseguiram vôo de “Joburg” para Port. Elizabeth e, não
conseguia vende-los pela metade do preço, conseguindo a melhor
oferta de US$ 30 por entrada, isso umas duas horas antes da
partida.
UMA VIAGEM
TRANQUILA
Fizemos a
viagem para Cape Town (750 km) de cabeça inchada pela derrota,
sendo que esperávamos sair no máximo às 19h de Port.
Elizabeth, mas como resolvemos jantar antes de pegar a
estrada, acabamos saindo as 21h30, chegando a Cape Town às
6h30 da manhã seguinte. Portanto, foram nove horas dirigindo
(eu e o Antonio Carlos) noite (e madrugada) adentro e, por ter
sido uma viagem noturna, perdemos a beleza de toda a região
costeira entre as duas cidades. Ficamos um pouco receosos em
viajar por toda a noite, mas tudo transcorreu tranquilamente
afinal a estrada estava em ótimas condições e aqui pelo
litoral não se encontra os problemas de segurança de
Johanesburgo.
A maior
dificuldade foi na chegada, pois tivemos que procurar hotel e
toda a rede hoteleira nas proximidades da cidade estava
ocupada, afinal alemães e argentinos jogavam à tarde no
belíssimo estádio Green Point, bem próximo do centro da cidade
e ao lado da zona portuária.
Conseguimos uma colocação em um bom Hotel distante 25 km da área central
de Cape Town e, após nos instalarmos, fui com o amigo Leonardo
tentar assistir ao jogo Argentina e Alemanha. Saímos do hotel
com duas horas de antecedência, mas o transito nas
proximidades da cidade já nos deixou apreensivos quanto a
possibilidade de chegarmos no horário. Quando chegávamos perto
do Centro da cidade vimos que não teríamos chances se
continuarmos no carro e, após colocá-lo em um estacionamento
fomos a pé para o estádio. Precisamos andar aproximadamente
entre 3 a 4 km e a cada quarteirão que passávamos o numero de
torcedores a caminho aumentava consideravelmente. Quando
finalmente chegamos ao estádio, vimos que não teríamos chances
de entrar, afinal havia uma multidão em frente as catracas de
entrada e, muitos necessitavam de ingressos para o jogo.
Portanto, o interesse para essa partida foi muito grande e,
com certeza, não havia ingressos para todos. Esperamos até 30m
do primeiro tempo e como não conseguimos nossos ingressos,
voltamos para o hotel e assistimos somente o final da partida
em que a Alemanha aplicou um sonoro 4 a 0 nos “hermanos”,
seguindo assim como maior candidata ao titulo deste mundial.
URUGUAIOS E HOLANDESES INVADEM CAPE TOWN
Os
uruguaios e holandeses começam a chegar a Cape Town para a
partida semi final desta terça feira. Os holandeses serão
maioria no estádio, mas como os uruguaios terão alguns
torcedores sul americanos (como meu caso) a seu favor,
acredito que teremos uma divisão mais equilibrada entre os
torcedores durante a partida. Não vou arriscar um palpite,
porem seria bom ver o Uruguai em uma final de Copa do Mundo
depois de 60 anos da conquista do titulo de 1950 no Maracanã,
afinal é o único representante das Américas que permanece no
torneio.
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DOMINGO EM
CAPE TOWN
Domingo de muito sol e céu azul em Cape Town e, já que não
temos como ir para casa de imediato, aproveitamos para visitar
a TABLE MOUNTAIN, uma obra de arte da natureza com seu ponto
mais alto de 1.086 metros de altura, com uma vista espetacular
de 360(GRAUS) da belíssima cidade. A subida de bondinho para o
alto da Table Mountain é algo de indescritível, pois alem de
panorâmico, ele tem o piso giratório dando oportunidade de
todos apreciarem a vista espetacular tanto do mar e cidade
como da montanha.
Por todo o lado do empreendimento (bondinho, estação, mirantes e até no
restaurante em seu topo), solicitam para que o visitante vote
na atração para as Novas Sete Maravilhas do Mundo. E
realmente, assim como nosso Corcovado, a Table Mountain merece
tal “status”.
Do alto de seus 1.086 metros, com uma vista espetacular de quase todas as
praias da cidade, consegui conexão via Skype e participei da
transmissão esportiva da Radio CRN, que diretamente do estádio
do Operários F.C transmitia o campeonato amador da cidade.
Enviei também as imagens para amigos e eles ficaram admirados
com a beleza do local. Realmente muito emocionante e
gratificante, um passeio obrigatório para quem passa por Cape
Town.
A cidade foi fundada em 1652 pelos Holandeses e ocupada pelos Ingleses em
1806. Outro ponto turístico muito procurado pelos torcedores
que por aqui passam é a famosa Robben Island, ilha próxima ao
continente e que abrigava o presídio do mesmo nome, que por
dezoito anos deteve o maior opositor do “Apartheid”, Nelson
Mandela.
O gostoso disso tudo é compartilhar de todos esses passeios com
torcedores uruguaios, holandeses, argentinos, alemães e tantos
outros de diversas nacionalidades que aqui estão; deixando as
rivalidades de lado e aproveitando o que de melhor uma Copa do
Mundo pode oferecer em termos de atrações turísticas.
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