Enfim, após longas filas no check in e na passagem pela Policia Federal no aeroporto de Guarulhos, tivemos um vôo tranqüilo na questão climática, mas muito agitado internamente da aeronave com tantos brasileiros, argentinos e chilenos no mesmo espaço. Por um longo tempo de vôo me senti em pleno estádio, com os cânticos provocativos por parte da maioria dos torcedores brasileiros e, logicamente,o alvo dos “brazucas” eram os os argentinos que estão muitos confiantes com sua seleção. E o que me esperava quando desembarco no aeroporto O. R. Tombo em Johanesburgo nesta sexta feira pela manhã? Fila para alfândega, fila na esteira de bagagem, fila para a retirada dos ingressos nas maquinas de auto-atendimento no aeroporto e fila nas lojas de telefonia celular para habilitação do chip de uma operadora local que veio junto com o Voucher dos ingressos. A movimentação no aeroporto é intensa, e o som das vuvuzelas tocadas por torcedores ( parece brincadeira, mas até funcionários fazem suas “cornetadas”para o desespero de quem está nas filas) é escutado em qualquer local do aeroport, não se consegue fugir dele . Como tinha que entrar no Hotel somente após as 14h00, não tive outra escolha a não ser encarar as filas e escutar uma sinfonia de vuvuzelas, antecipando para os meus ouvidos o deverá ser nos estádios.

Resolvidas essas pendências, retirei o veiculo na locadora e me encaminhei ao Hotel. Carro com volante à direita, mão de de direção à esquerda e um transito complicado para quem precisa de alguns trechos tranquilos para ir se acostumando com as mudanças. Depois de umas fechadinhas, algumas caras feias e quem sabe até xingamentos (se recebi, não escutei, pois estava com o som das vuvuzelas ainda ecoando em minha cabeça) fui me adaptando e acho que já posso fazer umas graças no trafego.

No caminho, carros embandeirados (cheguei a ver algumas bandeiras dos Brasil junto a da África do Sul nos veículos) e muito som das vuvuzelas misturadas com buzinadas, afinal a África do Sul faz o jogo de abertura contra o México.

Johanesburgo está uma festa. E o povo realmente está radiante com o Mundial, bandeiras pelas ruas e “caras pintadas” com as cores da bandeira sul africana é contagiante pois os sorrisos enaltecem e emolduram a pintura em de seus rostos.


ÁFRICA DO SUL E MEXICO.

Perdi o primeiro tempo do jogo de abertura, mas consegui acompanhar o segundo tempo na sala de TV do Hotel juntamente com alguns hospedes e os simpáticos funcionários.

No gol da África do Sul o pessoal foi a loucura, com direito a dança da tribal pela animada Irene, que alegrou a todos com muitas brincadeiras e gritos de incentivo aos Bafana Bafana.

Com o gol de empate mexicano a animação diminuiu um pouco, mas Irene sempre conseguia arrancar risadas dos presentes, não sei o que dizia, pois não entendia nada do que ela falava, mas agradava a todos os demais.